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GNR junta-se à PSP em protestos por aumentos salariais e revisão de carreiras

A contestação dos profissionais da GNR e da PSP vai intensificar-se nas próximas semanas, com ações conjuntas previstas para pressionar o Governo a cumprir compromissos assumidos em 2024.

Agência Lusa
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A Associação dos Profissionais da Guarda (APG/GNR) anunciou esta sexta-feira um ciclo de protestos entre o fim de setembro e meados de outubro, que terminará “numa grande ação de protesto nacional” por incumprimento da prometida revisão salarial e de carreiras.

Em comunicado sobre as conclusões da reunião da direção nacional da APG/GNR, que decorreu esta sexta-feira, tendo em conta o contexto de “grande descontentamento entre os profissionais”, a associação sindical dos militares da Guarda Nacional Republicana (GNR) anunciou ações de protesto em vários pontos do país.

Estas ações vão decorrer “em conjunto com a estrutura sindical mais representativa da PSP”, a Associação Sindical dos Profissionais de Polícia – ASPP/PSP, considerando as “reivindicações comuns”.

A ASPP/PSP, em conferência de imprensa na quinta-feira, anunciou também um calendário de protestos, entre setembro e outubro, tendo adiantado que iria convidar a GNR para se juntar a uma grande ação de luta nacional, a ocorrer em outubro.

Em causa, para ambas as forças de segurança, está o incumprimento do acordo de 2024, que aumentou em 300 euros o suplemento de risco, mas que ainda não concretizou a revisão salarial, de carreiras e do sistema de avaliação. Para os militares da GNR, além destas matérias, “é absolutamente imperativo” rever os cortes nas pensões, “repondo o regime de cálculo anterior”.

“A APG/GNR considera que o ministro da tutela [Luís Neves], além do mediatismo negativo que tem protagonizado, apesar da boa vontade que tem manifestado para resolver as questões que assolam os profissionais da GNR, não tem peso político para conseguir, junto do Ministério das Finanças e, logicamente, do principal responsável desta inércia, o primeiro-ministro [Luís Montenegro], para cumprir o acordo assumido, motivo pelo qual os protestos terão a continuidade e a dimensão que se justificar”, lê-se no comunicado.

A associação sindical, no entanto, “não encerra a porta das negociações nestas ações de protesto”, mantendo a disponibilidade para negociar e “fazendo votos para que estas se materializem com a merecida brevidade”.

No entanto, César Nogueira, presidente da APG/GNR, avisou que os protestos não serão desconvocados “a não ser que o Governo apresente propostas concretas” que entrem em vigor em janeiro de 2027. “Nós estamos sempre abertos à negociação e não deixaremos de estar, porque nós somos responsáveis. Agora, não vamos é aceitar que isto seja protelado muito mais tempo”, disse no programa Resposta Pronta da Rádio Observador.

https://observador.pt/programas/resposta-pronta/apg-gnr-nao-desconvocamos-sem-propostas-concretas/